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O Surrealismo na arte.jpg (5957 bytes)

   

    A pintura e escultura surrealista são umas das influências principais do século XX. Reivindicou como seus antepassados nas artes gráficas tais pintores como o italiano Paolo Uccello, o poeta britânico e artista William Blake, e o Frenchman Odilon Redon. Por este século admirou-se também, e incluiu em suas exibições, o trabalho do italiano Giorgio de Chirico, do russo Marc Chagall, do suíço Paul Klee, dos artistas franceses Marcel Duchamp e Francis Picabia, e do espanhol Pablo Picasso, sendo que nenhum deles nunca foi sócio do grupo surrealista. Em 1924 o alemão Max Ernst, o francês Jean Arp, e o pintor americano e fotógrafo Man Ray estavam entre seus sócios. Aproximadamente em 1925, o francês André Masson e o espanhol Joan Miró entraram no grupo, e permaneceram sócios durante algum tempo mas eram muito individualistas como pintores para se submeterem à liderança forte de André Breton que exercia autoridade final em cima do movimento. Depois associaram-se o francês-americano Yves Tanguy, o belga René Magritte, e o suíço Alberto Giacometti. O pintor catalão Salvador Dalí uniu-se ao movimento surrealista em 1930 mas foi denunciado depois pela maioria dos surrealistas por estar mais interessado em comercializar sua arte do que em idéias surrealistas. Apesar de por um tempo ser o sócio mais falado do grupo, o trabalho dele é tão idiossincrático que é só parcialmente típico de surrealismo.

    A pintura surrealista exibe grande variedade de conteúdo e técnica. Por exemplo, a de Dalí consiste em mais ou menos uma transcrição direta e fotográfica de sonhos e deriva sua inspiração das pinturas que pareciam com sonhos de Giorgio de Chirico. As esculturas de Jean Arp são grandes, lisas, de formas abstratas, e Miró, empregou, como uma regra, formas fantásticas que também incluíram adaptações deliberadas da arte de crianças e que também tinham algo em comum com os desígnios usados pelos artistas catalães nativos de decorar cerâmica. O pintor russo-americano Pavel Tchelichew, enquanto não era um sócio dos surrealistas, criava imagens surrealistas em suas pinturas como também numerosos desígnios de balé dele. Um exemplo americano do movimento surrealista é o grupo de artistas conhecido como os realistas mágicos, debaixo da liderança do pintor Paul Cadmus. O grupo também inclui George Tooker, Ivan Le Lorraine Albright, Philip Evergood, Peter Blume, e Louis Guglielmi. O escultor Joseph Cornell começou como um surrealista reconhecido, mas depois procurou sua arte altamente individual. A atitude dos surrealistas para criação livre era uma influência principal nos começos do expressionismo abstrato na cidade de Nova Iorque. Uma coleção representativa dos trabalhos gráficos dos surrealistas está no Museu de Arte Moderna e dos realistas mágicos no Museu de Whitney de Arte americana, ambos na cidade de Nova Iorque.

    A pintura pode ser considerada a principal manifestação artística do Surrealismo. Rejeitada como meio de representação do mundo concreto ou da emoção do artista, ela deve expressar o inconsciente.

   O movimento divide-se em duas vertentes. Uma mantém o caráter figurativo, mas produz formas inusitadas a partir da distorção ou justaposição de imagens conhecidas. Um exemplo é A Persistencia da Memória, do pintor espanhol Salvador Dalí, onde, num espaço representado convencionalmente, relógios parecem "derreter".

    Os artistas da outra vertente radicalizam o automatismo psíquico, para que o inconsciente se expresse livremente, sem controle da razão. Entre os expoentes estão o espanhol Joan Miró e o alemão Max Ernst. As telas do primeiro caracterizam-se por composições de formas coloridas construídas com linhas fluidas e curvas, como em O Carnaval de Arlequim e A Cantora melancólica.

    Na escultura, destaca-se o suíço Alberto Giacometti, autor da peça de madeira, arame, fios e vidro O Palácio às Quatro da Manhã.

    No cinema, os filmes não revelam procupação com enredos ou histórias. As imagens expressam desejos não racionalizados e aversão à ordem burguesa. O principal cineasta é o espanhol Luis Buñuel que, em parceria com Salvador Dalí, faz Um Cão Andaluz (1928) e L'age d'or (1930).