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Futurismo Artístico

Nos primeiros meses de 1909, três pintores italianos, Carlo Carrà, Umberto Boccioni e Luigi Russolo, encontrando-se com Marinetti em Milão, após discutirem a decadência da arte italiana, decidiram dirigir-se aos jovens artistas, publicando no jornal " Le Fígaro", de Paris o " Manifesto dos pintores futuristas, datado de 11 de fevereiro daquele ano. O manifesto levava ainda as assinaturas de Giacomo Balla e Gino Severini. Em 11de abril de 1910 segui-se o manifesto técnico de pintura futurista, lançados pelos nomes precedentes. Neste manifesto afirmava-se a necessidade de "revelar a sensação dinâmica eternizada como tal", falava-se na multiplicação dos aspectos visuais das coisas em movimento, da interpretação das figuras, elogiando-se a técnica pontilhista do Neo-Impressionismo.

Entre 1910 e 1912, ocorreram desenvolvimentos importantes na pintura futurista. Em fins de 1911, os signatários do manifesto técnico começaram a praticar uma técnica facetada, aparentada à do cubismo analítico, mas com enérgica sugestão de movimento e que contrariava a composição estática do cubismo.

Os modernos meios de locomoção, como o automóvel, o trem e o avião, tornaram-se temas freqüentes. Procurando interpretar e reproduzir a ação dinâmica em movimentos simultâneos, empregavam-se figuras. O colorido futurista, principalmente nas obras de Severini e Boccioni, era mais vivo do que as cores neutras usadas pelo Cubismo analítico, mas os processos de dissociar as formas e planos parecem derivar do Cubismo.

O ano de 1912 não apenas foi importante para a solidificação das teorias futuristas, como também pela difusão no estrangeiro. Em fevereiro foram exibidas pela primeira vez em Paris e logo depois em Berlim, Londres, Bruxelas e Munique. As esculturas futuristas mais características são obras de Boccioni; obras bem sucedidas em sua intenção de criar espaços dinâmicos dentro dos postulados futuristas, inclusive com a capacidade de sintetizar a dinamização dos planos.

A arquitetura futurista quase não foi praticada, com exceção dos projetos não construídos do arquiteto Antônio Sant'Elia, alguns em colaboração de Boccioni. Os dois também projetaram blocos arquiteturais móveis, numa tentativa de levar o cinetismo à arquitetura