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Futurismo

Surgido na Itália no início do século XX, o movimento futurista foi de início extremamente literário e terminou por englobar outras artes, como a pintura, a escultura e até a música. Seus adeptos destacavam a vitalidade , velocidade e energia da vida moderna e demonstravam deslumbramento diante das novas máquinas criadas pela Revolução Industrial.

O futurismo partiu dos postulados do escritor Filippo Tommaso Marinetti, que os expressou pela primeira vez em 1909 num manifesto publicado no jornal " Le Fígaro" , de Paris. O termo futurismo expressava a rejeição da cultura tradicional e propunha transformação da sociedade. A tecnologia, a velocidade, o movimento, a vida urbana, a máquina e a guerra foram elementos permanentemente exaltados elos futuristas. Em seu desejo de renovação total, Marinetti chegou a dizer: " Queremos destruir os museus, as bibliotecas, as academias, etc.

Os primeiros adeptos do futurismo foram jovens literários: Marinetti, Buzzi, etc., que queriam levar a literatura italiana à altura dos novos tempos já dominados pelas descobertas científicas e tecnológicas. Devia-se por isso abandonar, no campo poético, a prosódia tradicional, empregar o verso livre, desprezando as temáticas líricas.

Em 1910, os pintores Gino Balla, Umberto Boccioni, Ginna Corradine, dentre outros, aderiram ao movimento. Neste mesmo ano, publicou-se em Milão o "Manifesto dos pintores futuristas" e um ano depois, na mesma cidade, realizou-se a primeira exposição do movimento.

O futurismo pictórico foi importante não somente em si, pela teoria do dinamismo plástico e pelos resultados figurativos concretos, mas também pela contribuição teórica e o impulso que deu às pesquisas literárias do movimento.

A projeção internacional veio em 1912, com uma exposição em Paris, de onde o movimento logo se estendeu por toda Europa.

Fora da Itália, o futurismo teve maior impacto na Rússia, onde a viagem de divulgação de Marinetti deu origem ao que podemos chamar de "futurismo russo", de feição mais política e social. Foram influenciados os poetas Velmir Khlelnikov e Vladimir Maiakovisk, que se tornou "o poeta da revolução" ( Revolução Russa) e porta-voz de sua geração. Os russos publicaram seu próprio manifesto em dezembro de 1912, intitulado " Um tapa na cara do gosto público", em que advogam o abandono de autores como Puckin, Dostoievski e Tolstoi, e da então atual corrente de poesia simbolista, e pediam novas experiências na escrita poética. Muitos poetas russos passaram a apresentar uma mistura anárquica e incoerente de palavras, empregadas mais pelo som do que pelo sentido. Em pouco tempo o movimento perdeu força.

No Brasil, o movimento contribuiu para o desencadeamento do modernismo, que dominou as artes a partir da Semana de Arte Moderna de 1922. Os modernistas usam algumas técnicas e discutem as idéias do futurismo, mas rejeitam o rótulo identificado com o fascista Marinetti.

Embora o futurismo só durasse até aproximadamente 1914, a adoração futurista pela máquina sobreviveu como uma parte fundamental da doutrina fascista.