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Esta é uma página produzida pelos alunos do Terceiro Ano do Ensino Médio, da turma 31C,do Colégio Municipal Marconi, de Belo Horizonte, a pedido do professor de Literatura, Alberto. Nosso propósito é expor uma pesquisa que relata as idéias centrais do Futurismo. Nela você encontrará o conceito de Futurismo, um pouco de sua história, poemas, o teatro e outras formas de arte. Como se trata de nossa primeira experiência de redação on line, contamos com a compreensão amiga dos usuários que nos visitarem, e aguardamos suas idéias e sugestões.

 

FUTURISMO (1909-1916)

 

Segundo o Dicionário de Literatura Portuguesa e Brasileira, de Celso Pedro Luft [Rio de Janeiro, Globo, 1987], Futurismo é um "movimento artístico e literário iniciado na Europa nos princípios deste século. Foi o italiano Filippo Tommaso Marinetti que publicou o seu manifesto "Manifeste du Futurisme, 1909", no Figaro de Paris. Denotando influências filosóficas de Nietzsche, Bergson, Sorel, e girando em torno do lema central "Liberdade para a Palavra," esse manifesto proclama:

"Sabei que o esplendor do mundo foi enriquecido com uma beleza nova: a beleza da velocidade! Um automóvel rugidor parece correr sobre metralha, é mais belo que a Vitória de Samotrácia. Cantaremos as grandes multidões agitadas pelo trabalho, a vibração noturna dos arsenais com suas violentas lutas elétricas. É necessário imitar com o gesto o movimento dos motores... Destruir a sintaxe. Usar o verbo no infinitivo. Abolir o adjetivo e o advérbio. Juntar um substantivo a outro, em função adjetiva. Suprimir a pontuação. Buscar gradações de analogia cada vez mais simples. Abolir as categorias de imagem. Refugar todo elemento de psicologia. Visar à máxima desordem, contra a harmonia tipográfica da página, contra o fluxo e refluxo da linha impressa, empregando na mesma folha quatro ou cinco cores diferentes e vinte espécies variadas de tipos, se necessário".

O Futurismo pregou o dinamismo, a adequação da Arte à trepidante vida moderna, com novas formas e novo estilo. Antipassadista feroz, queria a demolição dos museus e a queima das bibliotecas. No seu amor à velocidade, exaltou o culto ao perigo. Nacionalista apaixonado, exaltou a violência e a guerra, e teve no fascimo [italiano] seu herdeiro doutrinário, no campo político. Foi também niilista e revolucionário. Marcou os movimentos de vanguarda - o Cubismo, o Dadaísmo, o Surrealismo, o Expressionismo. Teve grande repercussão na Rússia, onde se bifurcou em Egofuturismo e Cubo-futurismo. Integrante deste, o maior e mais célebre futurista russo foi o poeta Vladimir Maiakovski. No Brasil, FUTURISMO foi a designação para a revolução modernista, iniciada pela Semana da Arte Moderna [1922].

"O emprego da palavra no começo do movimento , em artigos de Oswald de Andrade e Menotti del Picchia, foi despertando oposição entre os chefes, que não aceitavam vê-lo confundido com encabeçado por Marinetti. Passou então o epíteto [futurista] a ser usado somente pelos adversários, com intuito ridicularizante, fixando-se definitivamente em 'Modernismo' a designação do movimento brasileiro".

Lemos no Almanaque Abril, Ano 1997, página 386: "O movimento colabora para o desencadeamento do modernismo, que dominou as artes a partir da Semana de Arte Moderna de 1922. Os modernistas usam algumas das técnicas e discutem as idéias do futurismo, mas rejeitam o rótulo, identificado com o fascista Marinetti."

MODERNISMO - Movimento literário que compreende um grupo variado de correntes estéticas de vanguarda, como o Dadaísmo, o Surrealismo e o Futurismo. É uma tendência dinâmica, indicando a necessidade de renovação e a crença de que é possível uma superação constante, baseada na idéia de "modernidade" contra a da tradição e do antigo. O século XX tem-se caracterizado como uma época de mudanças radicais, com a preocupação de substituir os valores antigos e levar a pesquisa ao campo de todas as atividades humanas. No campo literário, a atitude moderna da época presente em oposição às antigas coloca acima de tudo o particular, o local, a circunstância, o pessoa; o subjetivo, o relativo e a diversidade. Assim configurada a atitude moderna, a literatura contemporânea atingiu um estágio em que as constantes estruturais e ideológicas obedecem a esses teor.

Fecundada pelas heranças romântica e realista e pela contribuição simbolista, revivificada pelas experiências da fase dos "ismos" de vanguarda, a literatura logrou uma característica geral no Ocidente. São seus traços principais:

Na poesia, em particular, a modernidade geralmente se revela pelos seguintes elementos:

A palavra "modernismo" foi aplicada, primeiramente, nas literaturas de língua espanhola , nas quais tem um significado diferente , pois designa o movimento surgido nas últimas décadas do século XIX, no Novo Mundo e irradiado para a Espanha, e fundindo tendências simbolistas e parnasianas, individualistas e decadentistas, realista e idealista, intimistias e místicas, provincianas e cosmopolistas.

No Brasil e Portugal, o modernismo é o movimento de após a I Guerra Mundial, nascido em reação contra a decadência parnasiana, sob a influência dos "ismos" europeus das duas primeiras décadas. No Brasil, o movimento foi designado como Futurismo, mas, a partir da Semana da Arte Moderna, de 1922, passou a ser batizado como Modernismo, e modernistas os seus adeptos. Resultou da necessidade de renovação da literatura brasileira, e veio sendo preparado desde 1910 por diversas vocações de rebeldia e tendências antiarcaizantes.

 


 

O FUTURISMO NA LITERATURA

 

Surge através do Manifesto do Futurismo, publicado em Le Figaro, de Paris, em 22 de fevereiro de 1909, assinado por Fillipo Tommaso Marinetti.

Neste documento, o primeiro e uma numerosa série - pelo menos, de vinte manifestos se tem notícia segura – o ruidoso divulgador da nova atitude postula:

Aliás, é nesta primeira manifestação que se encontram as famosas frases de efeito e que tanta indignação provocaram na época:

"Um automóvel de corrida é mais belo que a "Vitória de Samotrácia".

"O tempo e o espaço morreram ontem. Vivemos já no absoluto, pois criamos a eterna velocidade onipresente".

"Desejamos demolir os museus e bibliotecas".

Dos "manifestos" que se seguiram assinalemos talvez o mais importante: o "Manifesto técnico da literatura futurista" datada de 11 de março de 1912, Milão, onde minuciosamente são apresentados os pontos básicos de uma forma radical. É o mesmo Marinetti que agora propõe:

Necessário notar que o Futurismo encontra o mundo diante dos começos de uma nova era: a era da máquina, em 1907 eram lançados ao mar os transatlânticos Lusitânia e Mauritânia ; no ano de 1909, Blériot atravessa o Canal da Mancha por via aérea, a Ford ultrapassa a produção dos dez mil veículos anuais, a voz de Caruso vai muito além das paredes do metropolitan de Nova York através da radiofonia incipiente; as radiofotos começavam a assombrar o mundo; vêem-se as primeiras imagens da televisão, o cinema dá os primeiros passos, a arquitetura funcional estende suas lajes primeiras.

Também o mundo científico destes começos de século agita-se em novos caminhos; é a hora da teoria da relatividade, da teoria dos quanta, da microfísica, da psicanálise.

Apesar de tudo isto, o movimento foi muito mais programa do que obra realizada, o que não diminui sua importância como tomada de posição e, como repercussões significativas, pois futuristas foram, em certo momento de suas obras, Papini, D’Annunzio, entre outros.

Cabe citar ainda a influência na literatura portuguesa; vejam-se as revistas Orpheu (1915), Portugal Futurista (1917) e a famosíssima Presença (1912-1940). E não nos esqueça de que nelas colaboraram escritores como Fernando Pessoa, Mário de Sá Carneiro, José Régio.

 


 

FUTURISMO NA ARTES PLÁSTICAS

 

"O movimento começa com o objetivo de criar obras com o mesmo ritmo e espírito da sociedade industrial. Para refletir a velocidade na pintura, os artistas recorrem à repetição dos traços das figuras. Para mostrar vários acontecimentos ao mesmo tempo, adaptam técnicas do cubismo, que na época predomina na França. Na escultura os futuristas fazem trabalhos experimentais com materias como vidro e papel. O grande espoente do movimento é o pintor e escultor italiano Umberto Boccioni [1882-1916], morto em combate na I Guerra Mundial. Sua escultura, em bronze, Formas Únicas na Continuidade do Espaço [1913] - interseção de vários volumes distorcidos -, é uma das obras emblemáticas do futurismo. Nessa obra, a figura transmite a idéia de movimento e força. Preocupados com a interação entre as artes, alguns pintores e escultores aproximam-se da música e do teatro. O pintor italiano Luigi Russolo [1885-1947], por exemplo, cria instrumentos musicais e os utiliza em apresentações públicas. Na Rússia, o futurismo tem papel importante na preparação da Revolução Russa [1917] e caracteriza as pinturas de Larionov [1881-1964] e Gontcharova [1881-1962].

 

 

CUBO-FUTURISMO; SUPREMATISMO

 

O Cubo-futurismo, que surgiu na Rússia alguns anos antes da Primeira Guerra Mundial como resultado do contato íntimo com os principais centros de arte europeus, adotou o estilo de Picasso e baseou suas teorias em manifestos futuristas. Os futuristas russos eram, acima de tudo, modernistas. Acolheram bem a industria, que estava se espalhando rapidamente por toda a Rússia, como o fundamento de uma nova sociedade e o meio para dominar aquele velho inimigo russo, a natureza. No entanto, ao contrário dos futuristas italianos, os russos nunca glorificaram a máquina, menos ainda como instrumento de guerra. Um conceito fundamental para o pensamento cubo-futurista era o zaum, um termo que não tem nenhum equivalente no Ocidente: inventado pelos poetas russos, zaum era uma linguagem do tras-sentido (em oposição ao não escrito dos dadaístas) baseada em novas formas de palavras e numa nova sintaxe. Em teoria zaum poderia ser entendido por todos, já que se pensava que o significado estivesse implícidos nos sons e formas de linguagem básicas. Quando aplicado à pintura, o zaum dava ao artista total liberdade para redefinir o estilo e o conteúdo da arte. A superfície do quadro era agora vista como o único transmissor de significado através de sua aparência; consequentemente, os elementos visuais e sua organização formal passaram a constituir o tema de uma obra de arte. Entretanto, devido ao seu interesse pelos meios, e não pelos fins, o Cubo-futurismo não comunica o conteúdo real que se encontra no Modernismo.

Embora os Cubo-futuristas sejam mais importantes como teóricos do que como artistas. Eles serviriam de trampolim para os movimentos russos posteriores O novo mundo imaginado pelos modernistas russos conduzia a uma ampla redefinição dos papeis do homem e da mulher, e a melhor pintora do grupo foi Liubov Popova. Pela primeira vez na história, as mulheres como artistas estavam em situação de igualdade com os homens, num grau que só foi atingido na Europa ou na América bem mais tarde. Popova estudou em Paris em 1912 e visitou a Itália em 1914. A combinação de Cubisbo e Futurismo que ela absorveu em o Viajante. O tratamento das formas permanece essencialmente cubista, mas a pintura compartilha a obsessão futurista pela representação do movimento dinâmico no tempo e no espaço. A confusão de fragmentos d imagem cria a impressão de objetos vistos em rápida sucessão; de um lado ao outro do plano, a furiosa interação das formas com o seu ambiente ameaça estender a pintura para o espaço circundante. Ao mesmo tempo, o caráter acentuadamente escultural chama atenção para a superfície e lhe confere o aspecto de um relevo que é intensificado pela textura vigorosa.

A primeira parte puramente russa do século XX foi, no entanto , o Suprematismo. Em um dos maiores saltos da imaginação espacial e simbólica da arte, Kazimir Malevich inventou o Quadrilátero Preto. Ao reduzir a arte a um mínimo de elementos possíveis – uma única forma repetida em dois tons e firmemente fixada à superfície do quadro, ele enfatizou a pintura ainda mais radicalmente do que seus predecessores. Ao mesmo tempo transformou-a num símbolo concentrado que contem múltiplas camadas de significado, conferindo-lhe dessa forma o conteúdo ausente no Cubo-futurismo. A inspiração para o Quadrilátero Preto surgiu em 1913 enquanto Malevich estava trabalhando nos cenários para a ópera "Vitória Sobre o Sol", produção que foi uma das mais importantes contribuições da era moderna. No contexto da ópera, o quadrilátero representa o eclipse do Sol da pintura ocidental e de tudo que nela se baseia. Além disso, a obra pode ser vista como triunfo da nova sobre a antiga ordem, do Oriente sobre o Ocidente, do homem sobre a natureza, da idéia sobre a matéria. O Quadrilátero Preto tinha por objetivo representar um ícone moderno, superando a trindade cristã tradicional e simbolizando uma realidade "suprema", pois a geometria é uma abstração independente por si só; daí o nome do movimento ser Suprematismo.

De acordo com Malevich, o suprematismo era também era um sistema filosófico de cores construído no tempo e no espaço. Seu espaço era intuitivo, no qual se insinuavam tanto tons científicos quanto místicos. A superfície lisa representa volume profundidade perspectiva como um meio de definir o espaço; cada lado ou ponto representa uma das três dimensões, e o quarto lado representa a Quarta dimensão, o tempo, Como o próprio universo, a superfície preta seria infinita se não fosse delimitada por uma fronteira exterior que é a borda branca e o formato da tela. O Quadrilátero Preto constitui, dessa forma a primeira redefinição satisfatória, visual e conceituadamente, do tempo e do espaço na arte moderna. Malevich possui uma simplicidade elegante que desmente o intenso esforço exigido para sintetizar um conjunto complexo de idéias e reduzi-las a um a "lei" fundamental. Quando surgiu pela primeira vez, o Suprematismo teve um impacto muito grande sobre os artistas russos , um mundo inequivocamente moderno.

O auge do Suprematismo chegou ao fim nos últimos anos da década de 1920. Refletindo a crescente diversidade e fragmentação da arte russa, seus seguidores voltaram-se para outros movimentos, principalmente para o Construtivismo, liderado por Vladimir Tatlin.

 


 

Textos que ilustram o futurismo:

 

VELOCIDADE

Guilherme de Almeida

Não se lembram do gigante das botas de sete léguas?

Lá vai ele: vai varando, no seu vôo de asas cegas,

As distâncias...

E dispara

Nunca pára,

Nem repara

Para os lados,

Para frente

Para trás...

Vai como um pária...

E vai levando um novelo embaraçado de fitas:

Fitas

Azuis,

Brancas,

Verdes,

Amarelas...

Imprevistas...

Vai varando o vento: _ e o vento, ventando cada vez mais,

Desembaraça o novelo, penteando com dedos o ar

O feixe fino de riscas,

Tiras,

Fitas,

Faixas,

Listas...

E estira-as,

Puxa-as,

Estica-as,

Espicha-as bem para trás:

E as cores retesas, sobem, descem, DE-VA-GAR,

Paralelamente,

Paralelamente,

Horizontais,

Sobre a cabeça espantada do pequeno polegar.

 

OS SAPOS

Manuel Bandeira

Enfunando os papos,

Saem da penumbra,

Aos pulos, aos sapos.

A luz os deslumbra.

E, ronco que aterra

Berra o sapo-boi:

_ "Meu pai foi à guerra!"

_ "Não foi!" _ "Foi!" _ "Não foi!".

O sapo-tanoeiro,

Parnasiano aguado,

Diz: _ "Meu cancioneiro

É bem martelado:

Vede como primo

Em comer os hiatos!

Que arte! E nunca rimo

Os termos cognatos.

O meu verso é bom

Frumento sem joio.

Faço rimas com

Consoantes de apoio.

Vai por cinqüenta anos

Que lhes dei a norma;

Reduzi sem danos

A formas a forma.

Clame a sapataria

Em críticas céticas:

Não há mais poesia,

Mas há artes poéticas..."

Urra o sapo-boi:

_ "Meu pai foi o rei" _ "Foi!"

_ "Não foi!" _ "Foi!" _ "Não foi!".

Brada em um assomo

O sapo-tanoeiro:

_ "A grande arte é como

lavor de joalheiro.

Ou bem de estatuário

Tudo quanto é belo,

Tudo quanto é vário,

Canta no martelo."

Outros, sapos-pipas

(um mal em si cabe),

Falam pelas tripas:

_ "Sei!" _ "Não sabe!" _ "Sabe!".

Longe dessa grita,

Lá onde mais densa

A noite infinita

Verte a sombra imensa.

Lá, fugido ao mundo,

Sem glória, sem fé,

No perau profundo

E solitário, é

Que soluças tu,

Transito de frio

Sapo cururu

Da beira do rio...

 


 

BIOGRAFIAS

MARINETTI, FILIPPO TOMMASO (1876-1944).

Escritor, nascido em Alexandria, Egito. Criador do Futurismo. Diplomado em Letras pela Universidade da Sorbonne em Paris, estudou Direito em Gênova. Em 1909 publicou no Figaro o primeiro "Manifesto Futurista", que iniciou o movimento de igual nome, uma das diversas correntes vanguardistas da literatura Ocidental no primeiro quartel do século XX. Antes, aliás, já havia publicado vários livros, em que a nova estética se encontra em germe, como La Conquête des Étoiles ("A Conquista das Estrelas", 1902), Destruction ( "Destruição", 1904), La Vie Charnelle ("A Vida Carnal", 1909). Em 1910, com o romance Mafarka in Futurista, e as inúmeras publicações sucessivas, é que se afirma a sua atuação revolucionária. A nova doutrina, visava a subversão total de toda tradição acadêmica, cultural política e estética. Tentava adaptar a arte à civilização industrial e mecânica dos tempos modernos, usando uma linguagem pitoresca e poética, pregava a adoção do verso livre, a ruptura do nexo gramatical e lógico, a liberdade da palavra. Dinanismo, movimento, luta e velocidade, características da civilização moderna, deveriam Ter prioridade como temas literários. Não se pode negar que o movimento de Marinetti contribuiu para renovação estética. [Biografia: Barsa - 9,40]

 

BOCCIONI,UMBERTO (1882-1916).

Pintor e escultor italiano nascido em Reggio e falecido em Verona. Estudou em Catânia e em Roma, onde conheceu Severini e Balla, sofrendo a influência pontilhista do último, recém-chegado de Paris (1902), são Petersburgo (1903), Pádua e Veneza (1906). Em 1908 fixou-se em Milão, e no ano seguinte conheceu Marinetti. Em 1910assina, com Balla, Carrà, Russolo e Severini o famoso Manifesto dos Pintores Futuristas. Considerado chefe do movimento, publica em 1912 seu Manifesto dos Escultores Futuristas, e em 1914 Pintura e Escultura Futurita. Morreu de uma queda de cavalo, durante um exercício militar; o movimento de que foi líder não sobreviveria muito tempo à sua morte. Boccione foi o único escultor do Futurismo, e sem dúvida seu mais importante artista. Foi também o primeiro escultor a utilizar materiais como vidro, plástico, cabelos, etc. em escultura. O Museu de Arte Moderna de São Paulo possui uma de suas obras mais importantes: o "O Desenvolvimento de Garrafa no espaço:, de 1912. [Biografia: Barsa - 3, 165]

 

SEVERINI, GINO

Pintor Italiano nascido em Cortona. Estudou com Balla, em 1906 fixou-se em Paris e sofreu influência de Seurat. Aderiu ao Futurismo em 1910, e mais tarde ao Cubismo, sob influência de Picasso e Braque, tendo feito ainda parte do grupo Effort Moderne. Em 1946 publicou sua movimentada autobiografia. Severini tentou conciliar o Futurismo dinâmico e o Cubismo estático. Seu quadro "A Dança de Pan-pan, no Monico" (1909-11) é considerada a obra-prima da pintura Futurisma. Severini - cuja pintura de há muito adquiriu u caráter neoclássico - dirige em Paris uma afamada escola de mosaico. [Biografia: Barsa- 12, 427]

 


 

Bibliografia:

Enciclopédia Barsa

História Moderna - A Arte de Nossa Época